
Documento oficial que reúne de forma padronizada todas as informações bibliográficas essenciais de uma obra, incluindo título, autor, edição, ISBN e classificação por assunto. Ela desempenha um papel fundamental na organização e preservação do conhecimento, garantindo que livros sejam corretamente identificados, referenciados e integrados a bibliotecas, livrarias e sistemas de informação em todo o mundo. Além de sua função técnica, a ficha catalográfica representa o reconhecimento formal da obra no universo editorial, conferindo profissionalismo e confiabilidade à publicação.
Sua elaboração deve ser realizada por um bibliotecário, devidamente registrado e ativo no Conselho Regional de Biblioteconomia. O bibliotecário possui o conhecimento técnico necessário para aplicar as regras de catalogação e utilizar sistemas de classificação como a CDD (Classificação Decimal de Dewey) e a CDU (Classificação Decimal Universal), determinando o assunto e a área temática da obra e atribuindo-lhe um número que a posiciona de forma precisa no universo do conhecimento. Assim, o documento elaborado garante organização, precisão e confiabilidade, facilitando o acesso e a utilização das obras. Na CBL, contamos com uma equipe de excelentes bibliotecários especializados em processamento técnico. Todas as Fichas Catalográficas emitidas por nós são assinadas pelo bibliotecário responsável pela sua elaboração.
No Brasil, a adoção da Ficha Catalográfica começou ainda na década de 1970. Em 1978, a prática passou a ser utilizada por instituições brasileiras e, a partir de 2003, tornou-se uma obrigação legal, com a promulgação da Lei nº 10.753/2003 (Lei do Livro), que determinou a presença da Ficha em todas as obras publicadas no país, especialmente para a distribuição em livrarias, bibliotecas públicas e para a participação em editais e premiações, como o Prêmio Jabuti.
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) tem um papel central na padronização e no avanço dos serviços de catalogação no Brasil.
1946 - Fundação da CBL, com a missão de promover o setor editorial brasileiro, buscando democratizar o acesso ao livro e estimular a leitura no país.
1970 - Sob liderança da bibliotecária Regina Carneiro, no departamento de Catalogação, a CBL introduziu a prática da CIP (Dados Internacionais de Catalogação na Publicação) no país, antes mesmo de sua formalização internacional em 1976.
1998 - Quando a automação bibliotecária ainda começava no Brasil, a CBL avançou à frente. Sob a administração da bibliotecária Zanizer Zeila Castelo Chaves, o Centro de Catalogação implantou o SGC – Sistema de Gerenciamento de Catalogação, um sistema próprio baseado nas regras internacionais AACR2 e nos padrões da CBL.
2003 - Com a Lei do Livro (Lei nº 10.753/2003), a Ficha Catalográfica passou a ser obrigatória, e a CBL se destacou como referência na sua emissão e padronização.
2012 - Inclusão da elaboração de Fichas para livros eletrônicos, acompanhando as mudanças do mercado editorial.
2017 - Sob a gestão da bibliotecária Maria Alice Ferreira, houve a implementação de um sistema de catalogação em nuvem, garantindo mais acessibilidade e integração ao site da instituição.
2020 - Sob a gestão da bibliotecária Iolanda Rodrigues Biode, a CBL torna-se a Agência Brasileira do ISBN e lança uma plataforma digital unificada para emissão do ISBN e solicitação de Fichas Catalográficas.
Devido à atuação histórica da CBL, a Ficha Catalográfica consolidou-se como um elemento essencial para a organização bibliográfica no Brasil, reconhecido internacionalmente.
Escolher a CBL para a elaboração da Ficha Catalográfica significa contar com:
A CBL não apenas produz Fichas Catalográficas, como também oferece a segurança e a chancela de uma instituição que moldou e continua moldando o cenário bibliográfico brasileiro.